Aumentativo e diminutivo de fruta
fruta - frutinha - frutona (termos usuais)
Apimentando o assunto:
Às vezes a escolha dos sufixos para a formação do aumentativo e diminutivo varia entre o português europeu e o português brasileiro devido a questões fonéticas. As formas ditas sintéticas irregulares, os chamados eruditos, são interessantes, porém não muito produtivas. Existem, mas não para todas as palavras.
Os alunos, ao trabalharem com os sufixos diminutivos ('-inho' e '-zinho'), deveriam pesquisar e saber quando usar um ou outro. Seguem algumas regras aplicadas ao portugues brasileiro:
O uso de '-inho' e '-zinho'
- O uso dos sufixos '-inho' e '-zinho' depende da base na qual o sufixo será ligado:
O sufixo '- inho' liga-se ao radical: cas/a = cas+inh+a = casinha.
Como se usa:
- quando a palavra de base termina em vogal átona:
cadern/o = cadern+inh+o (caderninho)
O sufixo '-zinho' liga-se à palavra: tambor = tambor+zinho = tamborzinho.
Quando se usa:-
1. Palavras terminadas em som nasal:
anão = anão+zinho (anãozinho)
fã = fã+zinho (fãzinho) -
2. Palavras terminadas em vogal tônica:
café = café+zinho (cafezinho)
urubu = urubu+zinho (urubuzinho) -
3. Palavras terminadas em ditongo:
céu = céu+zinho (ceuzinho)
raio = raio+zinho (raiozinho) -
4. Com palavras paroxítonas:
árvore = árvore+zinho (arvorezinha)
príncipe = príncipe+zinho (principezinho)
Além disso, é importante observar que certas formas de diminutivos sintéticos irregulares consagradas pelas gramáticas, representam mais formas derivacionais do que diminutivos propriamente ditos. Por exemplo:
(1) caixa/caixote/caixão
(2) caixa/caixinha/caixona
Considerando as sequências em (1) e (2) percebe-se que há uma diferença semânticas entre as duas séries, se o que se pretende levar em conta é o grau de grandeza a partir do primeiro elemento: caixote não é diminutivo de caixa, e caixão pode não ser o aumentativo daquela caixa. No entanto, em (2) a ideia de graus de grandeza está bem clara e a imagem do objeto é preservada.
Ver lista de Aumentativos e diminutivos
