Falando de 'sujeito'A visão da gramática
Na visão da gramática tradicional, dentro das frases pode-se estudar toda a gramática de uma língua. Nesta visão, convencionou-se
que os termos da oração fossem classificados em:
nota:
Sujeito e predicado – origem em Platão (429-347 a.C.)
A dicotomia sujeito e predicado tem sua origem no grego: na filosofia e lógica gregas.
Foi assim e sempre será? Como estudar a gramática?A melhor maneira é estudá-la no nível do seu uso: compreendendo o significado das palavras, sua colocação, a expressão correta e verdadeira daquilo que se pretende enunciar. As palavras não estão jogadas numa frase – elas obedecem uma ordem estabelecida pela língua, há uma hierarquia entre elas, sem a qual, o enunciado não teria sentido. O verbo é uma peça muito importante para se identificar o 'sujeito' e o 'predicado'. Compreendendo o 'sujeito'Geralmente, o verbo estabelece uma conexão direta com o sujeito e o predicado, do qual, ele sempre é o núcleo. Pode ocorrer que apenas ele encerre todo o sentido da frase, não necessitando de sujeito nem de complemento. Neste caso, a gramática diz que ocorreu uma oração sem sujeito: Amanheceu. Os vários tipos de sujeitoSujeito determinadoQuando o sujeito está claro, expresso, ele pode ser formado de uma palavra, ou sujeito simples: Lara vende roupas. Mais de uma palavra, ou sujeito composto: Lara e Luana vendem roupas. Algumas vezes, o sujeito é determinado por outras fontes, por exemplo, pela terminação verbal. Neste caso, a desinência verbal é quem vai apontar para o sujeito (eu). Então, diz-se que o sujeito está oculto, elíptico, porém, está claro, facilmente determinável. Comprei um sorvete. Também é considerado sujeito simples, quando houver ou verbo TD (transitivo direto) ou TDI (transitivo indireto) acompanhado da partícula apassivadora 'se', numa frase em que possa ser transformada na voz passiva: Mudaram-se as regras do jogo. (= As regras do jogo foram mudadas.)Todas as frases acima permitiram a identificação do sujeito quando transformadas em voz passiva. Todas com sujeito simples. Sujeito indeterminadoNeste caso, a terminação verbal é insuficiente para determinar o sujeito. Por exemplo, uma frase com o verbo na 3ª pessoa do plural, sem que haja uma referenciação antes ou depois, fica impossível determinar o sujeito: Levaram 3 mil em dinheiro e duas câmeras digitais. (Quem levou? - Não se sabe.)
Outros casos de indeterminação do sujeito: verbos na 3ª pessoa do singular acompanhados da
partícula se (qualquer tipo de verbo excetuando-se os transitivos diretos: Vive-se bem no interior do país. Quem vive? - Não se sabe. Com verbo de ligação (VL) - 3ª pessoa do singular mais a partícula se: Era-se feliz e não sabia. Quem era feliz? - Não se sabe. Com verbo transitivo indireto(VTDI) - 3ª pessoa do singular mais partícula se: Precisa-se de costureiras. Quem precisa? - Não se sabe. Mais exemplos
a) Verbo na 3ª pes. plural, sem referenciação antes ou depois:
b) Verbo (VTDI) na 3ª pes. singular + 'se' (índ. indet. sujeito):
c) Verbo ligação (VL) na 3ª pes. sing. + 'se' ( índ. indet. sujeito):
d) Verbo intransitivo (VI) na 3ª pes. sing. + 'se' (índ. indet. sujeito):
É um tipo de sujeito determinado, mas que só é identificável pelo contexto ou pela terminação verbal:
Era ao anoitecer. (estado ambiental) Ver Sujeitos
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