Falando sobre análise sintáticaElementos da frase e função sintática
Pode-se estudar a gramática observando uma única frase. As classes gramaticais e a ordem na frase
Os gramáticos estabeleceram dois conceitos fundamentais: um, no nível da segmentação das palavras na frase, ou seja, na ordem que elas se situam, umas após as outras, para poder gerar sentido; o outro conceito, refere-se à substituição, isto é,até que ponto uma palavra pode ser substituída por outra, na frase, e continuar gerando sentido. Os linguistas chamam esses conceitos de segmentação e substituição. substantivos, adjetivos, advérbios, preposições, interjeições, conjunções, artigo, numeral, pronomes, verbos.
Os elementos que pertencem a essas classes ao se organizarem dentro da frase, e, dependendo da posição que ocupam, exercem funções especiais: sujeito, predicativo do sujeito, objeto direto, objeto indireto, predicativo do objeto, adjunto adnominal, adjunto adverbial, aposto, vocativo, complemento nominal.
nota: Critério de abordagemO modelo a ser seguido neste artigo, para abordar a função sintática, será o da gramática tradicional, porém, na medida do possível, serão utilizados conceitos semânticos. Também será considerado relevante a centralidade do verbo, pois, no nível frasal, é fator importante para compreender como os elementos se 'amarram' uns aos outros na frase. Oração e período
Uma frase que tenha apenas um verbo, chama-se oração e constitui um período simples. Se tiver dois ou mais verbos, constituir-se-á um período composto, pois terá duas ou mais orações. A rigor, uma frase não é uma oração. Frase é todo enunciado com sentido próprio, não precisa ter verbo, mas há de ter uma própria entonação, pois é o que lhe caracteriza o sentido. Portanto, frase e oração nem sempre correspondem ao mesmo sentido. João mora em Botafogo. (= oração ) Ver artigo Períodos e orações Sujeito e predicado
Este modo de dividir a frase tem origem muito longe. Quando os filósofos gregos investigavam se os enunciados diziam a verdade, já havia imbutido naquela filosofia os indícios de sujeito e predicado. Portanto, o conceito de divisão da frase em sujeito e predicado estabelecido pela gramática tradicional tem origem grega. Pela concordância com o verbo: O sujeito é aquele de quem se afirma alguma coisa ou aquilo que se afirma: O predicado, por sua vez, é o verbo da oração e o complemento que ele pede, ou seja, a ação, o processo ou o estado que se afirma sobre o sujeito, a pessoa, ou a coisa referida. Exemplo: “Os gatos à noite são pardos.”
nota: sujeito simples Ver artigo Falando de sujeito e também Sujeitos predicado nominal Ver também Como eu acho o verbo numa frase? Falando um pouco sobre o verbo
Verbos intransitivos Diz-se que esse verbo pediu um argumento, e quando assim ocorre, esse argumento terá a função de 'sujeito'. Geralmente, esses verbos indicam atividade fisiológica e processos que se passam com os seres: espirrar, tossir, urinar, dormir, acordar, cochilar, etc. Também pertencem a essa classe os verbos de movimento: ajoelhar-se, agachar-se, etc. Mas, há verbos que não pedem argumentos, são argumentos de si mesmo: Anoiteceu (geralmente verbos que exprimem fenômenos da natureza). As orações apresentadas por esses verbos são chamadas orações sem sujeito.
Verbos transitivos verbos direcionais (ir, vir, chegar, etc.);
As funções sintáticas dos complementos desses verbos são representadas pelo objeto direto e objeto indireto. O primeiro, quando
ligado diretamente ao verbo sem necessidade de preposição (a não ser como recurso de estilo) e o segundo, ligado com preposição. "Luiz comprou um carro". (Luis, sujeito // um carro, objeto direto);
Verbos bitransitivos "Luiz deu um presente ao Fábio".
Não é só isso que tem uma frase. “Jorge encontrou um relógio no pátio da escola.”
nota:
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