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por Gedini em 2013-05-24.

O substantivo

O substantivo é a classe de palavras que nomeia tudo: as entidades reais e imaginárias, os lugares, os seres em geral, as qualidades, as sensações, as ações, os estados, as características etc.

caneta, cobra, grama, oxigênio, terra, água, fogo, casa, martelo, tesoura, tecido, cozinha, faca, pato, oxigênio,hélio, hidrogênio etc.

Enquadram-se nessas substâncias, também aquelas cujo sentido apreendemos só mentalmente:

beleza, brancura, Deus, saudade, feiura, beleza, pobreza, riqueza, produto, distância, preço, prestação, lembrança, saudade, ódio, amor etc.

os estados:

saúde, alegria, solidão, tristeza etc.

e os processos:

chegada, saída, facada, compra, venda etc.

Agora fica mais fácil acrescentar mais exemplos de substantivos:

café, bolacha, grama, terra, leão, animal, céu, Deus, anjo, cachorro, homem, gente, mesa, lousa, ar, atmosfera, hélio, oxigênio, gás, fogo, água, respiração, engasgo, tosse, rouquidão, coração, fígado, rim etc.

Só para complicar um pouco o que foi dito até aqui, vamos tomar alguns substantivos e acrescentar-lhes algumas qualidades:

«Beleza pura
«Alegria infinita
«Preço alto
«Atmosfera poluída
«Amor paternal
«Deus
misericordioso
«Anjo
guardião
«Cachorro
bravo
«Lousa
branca «coração valente
Homem
forte «Mulher elegante*

Como reconheço a classe de uma palavra?

Sempre que conseguimos substituir uma palavra por outra, numa frase, e continuar gerando sentido, estamos trabalhando numa mesma classe de palavras:

«O cobra matou o rato.»
«O leão matou o homem.»
«O menino matou a formiga.»
«O gato matou o passarinho.»
«A comida matou a fome.»
«A fotografia matou a saudade.»
«O garota matou a charada.»

Portanto, pertencem a mesma classe de palavras: cobra, leão, menino, gato, comida, fotografia, garota, rato, homem, formigas, fome etc. Todas essas palavras são substantivos.

Como os substantivos se classificam em:

Comuns, próprios, concretos, abstratos, simples, compostos, primitivos, derivados e coletivos.

  • Substantivos comuns e próprios
    Os comuns encarregam-se de nomeação genérica (planta, flor, cachorro, rio, montanha, pedra, árvore, etc.); os próprios nomeiam individualmente dentro de uma espécie: (Rio Amazonas, Carmen, Paulo, São Paulo etc.).

  • Substantivos concretos e abstratos

Os substantivos concretos nomeiam os seres, as coisas. Têm existência própria, sejam imaginários ou reais. Costuma-se dizer que os concretos nomeiam seres, idéias e coisas:

ar, água, fogo, lousa, brisa, faca, catálogo, Deus, pensamento, poeira, núvem, mesa, faca, comunidade, vila, capital, convento, guerra etc.

Os substantivos abstratos são de natureza dependente:

escuridão (depende do escuro); clareza (depende do claro); beleza (depende do belo) etc.

Ações formam substantivos abstratos:

colheita, sorriso, saída etc.

Estado/emoção formam substantivos abstratos:

tristeza, alegria, prazer, cansaço, felicidade, pobreza, caridade etc.

Deverbais também formam esses substantivos:

explicação (explicar), necessidade (necessitar), beijo (beijar), venda (vender), entrada (entrar), saída (sair), honra (honrar), estudo (estudar), compra (comprar), colheita (colher), poda (podar), eleição (eleger), carinho (cariciar) etc.

Qualidades formam substantivos abstratos:

beleza, feiúra, bondade, prazer etc.

  • Substantivos simples e compostos
    Os simples são aqueles formados por um único radical (couve, homem, pé, azul); os compostos, formados por mais de um radical (arteriosclerose, cor-de-rosa, couve-flor, esquizofrenia, homem-aranha, pé de moleque, toxoplasmose etc.)

  • Substantivos primitivos e derivados
    Os primitivos são aqueles que não são originários de outras palavras (pedra), (muro); os derivados, aqueles que se originam de uma palavra primitiva (pedreiro) (muralha) (mural).

  • Substantivos coletivos
    São substantivos comuns, que, embora no singular, representam um conjunto de seres: fauna (conjunto de animais), flora (conjunto de plantas), alcateia, enxame, multidão, batalhão, arquipélago, etc. Ver Lista

Formação de substantivos

Além dos substantivos primitivos, existentes naturalmente na língua, pode-se formar novos substantivos a partir de outra palavra: Um substantivo pode ser formado a partir de um verbo: neste caso, toma-se o verbo, acrescenta-se um sufixo e está formado um substantivo - obviamente, se for aceito. Exemplos:

verbo + sufixo “-ada”: mancar/mancada; tomar/tomada; jogar/jogada, caçar/caçada; coçar/coçada; roçar/roçada, etc.

verbo + sufixo “-dor”: mancar/mancador; tomar/tomador; jogar/jogador etc.

verbo + sufixo “-tor” (formação diferenciada): atuar/ator; cantar/cantor; pintar/pintor etc.

Nota-se que forma um 'nome de ação' ou 'resultado' de uma ação. (geralmente gera um substantivo abstrato)

Quais funções o substantivo pode exercer na estrutura de uma frase?

O substantivo pode exercer muitas funções:
- Pode ser núcleo de sujeito:

As belas flores murcharam.
Maria foi à feira.

  • de objeto direto:

Quero uma caneta vermelha.
Procurei Maria durante três horas.

  • de objeto indireto:

Preciso de um caderno novo.
Informamos à Maria que o formulário não estava preenchido corretamente.

  • de adjunto adnominal:

Casa de pedra vento não derruba.
O caderno da Maria é o mais bonito da classe.

  • de complemento nominal:

A leitura do livro é questão fundamental aqui.
Temos confiança na Maria.

  • de aposto:

Mila, a costureira, lembrou-se que não havia costurado a fita.
Ela, Maria, era a atração da festa.

  • de vocativo:

Filho, venha logo!
Maria, corre!

  • de predicativos:

Ela é uma santa. (pred. sujeito)
Ela ainda é Maria. (pred. sujeito)
Chamavam-lhe *Maria. (pred. objeto)

  • de agente da passiva:

Fomos alfabelizados por essa professora.
Meu filho foi alfabetizado por Maria.

Flexão do substantivo

Os substantivos variam em gênero (masculino/feminino) e número (singular/plural).

A questão do gênero
Os substantivos masculinos, na língua portuguesa, além de designar seres (pessoas, animais) do sexo masculino, também nomeiam: meses, pontos cardeais, alguns acidentes geográficos ( janeiro, março, sudeste, sul, o Rio São Francisco, o Nilo etc).

Há substantivos que designam o gênero e também o sexo, outros designam somente o gênero:

atriz – gênero e sexo femininos.
imperador – gênero e sexo masculinos.
livro – gênero masculino.
grama – gênero feminino.

Há também na língua portuguesa substantivos que embora sejam do gênero masculino designam pessoas de ambos os sexos:

cônjuge – gênero masculino e sexos diferentes (marido e mulher);
testemunha – gênero feminino e designa ambos os sexos; girafa – gênero feminino e designa ambos os sexos.

A questão do número Esta questão resume-se em duas formas: singular e plural. De um modo geral, assim se formam o plural das palavras na língua portuguesa:
Regra geral: acrescenta-se 's' ao singular:

homen / homens; menina/ meninas; laranja / laranjas etc.

No entanto, há diversas formações para constituir o plural dos substantivos. No final deste artigo há uma lista de alguns plurais. Ver ainda artigo específico - Plural dos Substantivos.

O grau do substantivo

Pode-se referir-se a um substantivo na sua forma diminutiva ou aumentativa usando dos critérios: por meio de adjetivo ( forma analítica ) ou por meio de um sufixo (forma sintética).

Os graus têm nomes especiais:

  • Grau analítico

Quando usa-se palavras para expressar o aumentativo ou o diminutivo - grande, enorme; pequeno, minúsculo:

casa grande, casa enorme, boca enorme, janela pequena, olhos minúsculos etc.

  • Grau sintético

O grau sintético, tanto na forma aumentativa quanto na diminutiva, pode ser feito de duas maneiras:

  • Regular:
    com sufixos comuns: '-ão' e '-zão' ( para o aumentativo ) e '-inho' e '-zinho' ( para o diminutivo).

  • Irregular:
    quando toma outros sufixos '-orra', '-aço', '-ázio', etc. (para o aumentativo) e '-eta', '-icha', '-ola', '-ela' etc. (para o diminutivo).

Exemplos de diminutivos sintéticos regulares: (sufixos '-inho', '-zinho'):
caderninho/ casinha/ melzinho/ mesinha etc.

Exemplos de diminutivos sintéticos irregulares: (sufixos '-eta', '-icha', '-ola', '-ela' etc):

vareta/ barbicha/ portinhola/ vilela etc.

Exemplos de aumentativos sintéticos regulares (sufixos '-ão' e '-zão'):

cabeção/ livrão/ pezão etc.

Exemplos de aumentativos sintéticos irregulares: (sufixos '-orra','-aço','-ázio','-edo' etc.):

cabeçorra/ fogaréu/ limonaço/ copázio/ rochedo etc.

Ver artigo sobre Aumentativos e diminutivos

Mudança de consoante para formar o diminutivo

Para formar o diminutivo dos substantivos terminados com as sílabas ca e co, troca-se a consoante /c/ para /q/ ( por questões fonéticas ). (Aplica-se também às palavras 'carioca', 'maluco', 'minhoca' etc.):

barco / barquinho; casca / casquinha; cisco / cisquinho etc.

Curiosidades - alguns plurais:

Pagamos o IPVA … os IPVAs.
A lâmpada do meu abajur ... abajures.
Os arqueólogos acharam um fóssil … fósseis.

Quantas gravidezes a senhora teve?
- Tive uma gravidez.

Quantos tipos de arrozes vocês têm?
- Temos apenas um tipo de arroz, senhor.

O zângão está na colmeia ...
Os zângãos estão nas colmeias.

O abacaxi está maduro.
Os abacaxis estão maduros.

Giz é feito de cal.
Gizes são feitos de cal.

Outros plurais:

chá-da-china / chás-da-china
chá de cozinha / chás de cozinha
chá de panela / chás de panela
chá-dos-jesuítas / chás-dos-jesuítas
chá de bebê – chás de bebê.

Diminutivos de plurais

A regra geral para a formação do plural dos diminutivos é esta: passe a palavra para o plural, retire o morfema plural /s/, e acrescente o sufixo '-zinho'':
corações - coraçõezinhos / lençóis - lençoizinhos / colares - colarezinhos.

Há porém, termos que admitem as duas formas:
luzes - luzezinhas - luzinhas

Não há diminutivos oficializados na língua para todas as palavras.
Há, no português brasileiro, muitos plurais de diminutivos que recebem apenas o /s/ após o sufixo:
cachorro - cachorros - cachorrinho - cachorrinhos.
barril - - barris - barrilzinho - barrilzinhos

Ver também Sufixos diminutivos '-inho'e '-zinho'

Este conteúdo foi originalmente criado por Gloria Galli, nome de usuário Gedini, em 2013-05-24 e está disponível com a licença Creative Commons Atribuição-CompartilhaIgual 3.0 Brasil. Outros autores também podem colaborar com este artigo.

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